Cristina elogia crescimento econômico argentino

Buenos Aires, 13 ago (EFE).- A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, anunciou hoje que no primeiro semestre do ano a economia do país cresceu 8,1%, enquanto criticou o establishment financeiro internacional.

EFE |

"De algum lugar pretendem qualificar riscos e querem convencer os argentinos de que estamos com problemas", comentou Cristina.

A presidente aludiu assim a Standard & Poor's (S&P), que na segunda-feira passada desceu a nota global da dívida soberana argentina devido a um "perfil financeiro mais débil" e a um cenário político "mais complexo".

Em um ato na sede do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial, Cristina disse que o crescimento da economia foi de "8,5% nos últimos 12 meses", ao antecipar estatísticas oficiais sobre junho passado que serão divulgadas esta semana.

"O que desde alguns setores, fundamentalmente o establishment financeiro internacional, talvez nunca nos perdoem é ter negociado como fizemos nossa dívida externa e recuperado o sistema de decisão na economia nacional depois do cancelamento da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI)", acrescentou.

A qualificadora de risco americana S&P desceu a nota da dívida soberana argentina de B+ para B, no mesmo dia em que o Governo anunciou a recompra de bônus públicos que vencem nos próximos 18 meses por valores 25% mais baixos.

Segundo alguns analistas, essa operação foi interpretada pelos investidores como um sinal de desespero para conseguir fundos a qualquer preço, apesar do Governo assegura que a situação fiscal é positiva.

Além disso, a medição oficial da inflação também está no centro de uma controvérsia, depois que o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) informasse que os preços ao consumidor subiram em julho passado 0,4% em relação a junho.

A confiabilidade dos dados sobre a inflação do Indec foi posta em dúvida por economistas, associações de consumidores e os próprios empregados do organismo desde que, no início de 2007 a direção introduziu mudanças na medição dos preços que, segundo vários consultores privados, cresceram quase o triplo do que foi informado oficialmente. EFE hd/rr

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