Cristina é processada por propagação de gripe na Argentina

Buenos Aires, 3 jul (EFE).- A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, foi processada por sua suposta responsabilidade pela propagação da gripe suína no país, disse um advogado à Agência Efe.

EFE |

O Governo "ocultou a informação, ocultou as estatísticas, propagou a doença e causou o contágio", disse o advogado Alejandro Sánchez Kalbermatten, que afirmou que as autoridades deveriam ter adiado as eleições legislativas do domingo passado, para evitar mais contágios.

Em sua acusação ao juiz Norberto Oyarbide, o advogado acusou Cristina por um crime previsto no artigo 202 do Código Penal argentino, que "reprime tudo que induza ou faça com que se propague toda doença perigosa ou contagiosa, por comissão ou por omissão", com penas que vão de três a 15 anos de prisão.

A denúncia, explicou o advogado, "também inclui uma acusação de homicídio culposo, já que as informações oficiais apontam que o número de mortes causadas pela doença subiu para 55 depois das eleições", apesar de o novo ministro da Saúde da Argentina, Juan Manzur, ter declarado que tenha chegado a 44.

Se o crime for comprovado, poderia ter penas de cinco a dez anos de prisão.

O processo também inclui o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner, candidato governista das eleições de domingo, como "instigador, por sua ambição de ser eleito deputado pela província de Buenos Aires e por ser titular do governante Partido Justicialista, até a segunda-feira passada (quando saiu do partido)", disse o advogado.

Além disso, a denúncia foi apresentada "contra quem fosse responsável pela dolosa omissão na tomada de decisões sanitárias para combater a pandemia", acrescentou Kalbermatten.

O advogado considerou que "não atrasar as eleições foi um ato irresponsável, próprio de que tem uma ambição política desmesurada", e denunciou que, depois das eleições, os casos de infectados pelo vírus podem ter chegado a dezenas de milhares. "Um dia antes das eleições se falava de 1.500", disse o advogado.

"Todo cidadão tem direito de saber e o Governo tem o dever de informar" sobre os números, afirmou. EFE nk/pd

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