Buenos Aires, 15 jul (EFE).- A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ressaltou hoje que seu país está entre os mais afetados pela pandemia de gripe suína, porque divulga os números reais de vítimas da doença.

Com 137 mortos, segundo as últimas estatísticas oficiais, a Argentina ocupa o segundo lugar no mundo em quantidade de vítimas fatais do vírus, atrás somente dos Estados Unidos.

"Temos esses números, porque nós divulgamos os dados. A Argentina é o país que realmente divulga todos os números", disse a líder argentina, durante um ato público.

"É apressado fazer avaliações sobre se estamos em primeiro, segundo ou terceiro lugar" em quantidade de mortos, afirmou, ao indicar que o país não gosta desse tipo de classificações.

Cristina afirmou que a Argentina "está trabalhando muito bem" para combater a pandemia e destacou que o ministro da Saúde, Juan Manzur, "se rodeou dos principais analista em doenças infecciosas do país".

Também afirmou que sempre cumpre com a prevenção sanitária de lavar as mãos com água e sabão, embora continue cumprimentando a pessoas com um beijo, o que é desaconselhado pelos médicos.

O Ministério da Saúde argentino informou, na terça-feira, que o número de mortos por gripe chega a 137 e que há, além disso, 3.056 casos de doentes confirmados por exames de laboratório, embora Manzur tenha estimado dias atrás que os infectados podem chegar a 100 mil no país.

Autoridades sanitárias do Cone Sul se reunirão hoje em Buenos Aires para definir posições conjuntas contra o vírus da gripe, por uma convocação do Governo argentino.

Uma pesquisa realizada pela Ibope Inteligência e pela WIN, divulgada nesta terça-feira, revela que somente 14% dos argentinos acreditam que o país está bem preparado para enfrentar a doença.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE alm/pd

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