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Cristina criticou irresponsabilidade de ministro por números da gripe

Buenos Aires, 3 jul (EFE).- A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e o novo ministro da Saúde, Juan Manzur, tiveram hoje seu primeiro conflito, por causa da divulgação dos números oficiais de infectados pela gripe suína, que poderiam chegar a 100 mil em todo o país.

EFE |

"Desde quando o vírus da gripe começou a circular em nosso país, até hoje, há aproximadamente 100 mil registros", disse hoje Manzur na presença de Cristina, durante uma visita a um hospital para casos graves de gripe, na província de Buenos Aires.

Deste número, 2.800 casos foram confirmados por análises em laboratórios, acrescentou o ministro, que insistiu que, até o momento, a gripe causou 44 mortes no país.

Minutos depois, a presidente, em uma improvisada e breve entrevista coletiva conjunta com o ministro, criticou a "irresponsabilidade" e a "imprudência" e expressou seu mal-estar pela divulgação dos números confirmados por Manzur.

"É muito importante o exercício da responsabilidade. A informação sobre 100 mil infectados cria pânico na população e tem o efeito contrário, já que os centros de atendimento ficam saturados", afirmou Cristina.

A presidente, que não utilizou máscara e apertou a mão de vários de seus simpatizantes na porta do hospital, defendeu a estratégia do Governo para frear a expansão da doença.

"As medidas estão sendo tomadas na medida em que são necessárias", assinalou.

"Em um momento cancelamos os voos do único país que tinha problemas, que era México. Depois isso já foi insuficiente. Mas talvez se não tivéssemos feito isso, seguramente teriam dito que se não tivéssemos fechado os aeroportos hoje teríamos este problema", acrescentou.

Segundo o Ministério da Saúde, o Governo começou a distribuir 300 mil doses do antiviral utilizado no tratamento da gripe, além de outras 500 mil, que serão disponibilizadas na semana que vem.

A polêmica sobre os números reais de doentes e vítimas fatais da gripe no país se agravou hoje com acusações de que o Governo quis manipular politicamente as informações sobre a doença.

Somente os Estados Unidos (170) e o México (119) superam a Argentina, em número de mortos em decorrência da doença. EFE nk/pd

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