Cristina admite que crise castigará Argentina em 2009

Buenos Aires, 1 mar (EFE).- A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, admitiu hoje que se a crise internacional se prolongar vai atingir o país com dureza e pode transformar 2009 no ano mais difícil dos últimos 100 anos.

EFE |

Cristina, que há poucos meses dizia que a Argentina estava a salvo do impacto da crise, admitiu hoje, durante a inauguração das sessões do Congresso, em um tom muito mais realista, que o país não está isento de riscos.

"É necessário reunir esforços para a Argentina, porque se essa crise se prolongar, como tudo indica, o impacto vai ser forte e transformará 2009 no ano mais difícil dos últimos 100 anos", disse.

Por isso, a governante convocou todas as forças políticas e os setores econômicos e sociais para manter a "unidade" e "cooperar" nos esforços contra a crise.

"Devemos nos atrever a formular um pensamento alternativo ao da incerteza de que não se sabe para onde vai a crise. É uma crise de ideias, uma crise de um sistema de ideias que fez da especulação e da subordinação um modelo de exercício do poder", afirmou.

No entanto, Cristina destacou em seu discurso a boa situação na qual, em sua opinião, se encontra o país para enfrentar esta crise internacional, após seis anos de crescimento econômico sustentado, com uma redução do desemprego e um aumento da redistribuição de renda.

A presidente assegurou que o sistema financeiro local duplicou seu capital nos últimos cinco anos e destacou a baixa nos níveis de endividamento do Estado e dos cidadãos.

Também ressaltou a queda do desemprego para 7,3% e o recorde de US$ 70,124 bilhões de exportações em 2008.

Cristina também se referiu a alguns dos temas que preocupam o país, como a crise com os produtores agrários.

No entanto, ao contrário do esperado, não lançou novas propostas nem concretizou as estratégias de seu Governo para o novo curso político.

A governante voltou a pedir "cooperação" e "solidariedade por parte daqueles que neste processo econômico e nestes anos tiveram a sorte de acumular uma rentabilidade tão grande que lhes permite ser os únicos que pode não comercializar seu produto", em referência às seis greves comerciais convocadas pelas patronais agrárias desde que explodiu o conflito, em março de 2008. EFE mar/mh

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