Crise vai centrar campanha eleitoral para o Parlamento Europeu

Bruxelas, 22 mai (EFE).- A crise econômica e as previsões de uma alta abstenção são as duas chaves que marcam o início da campanha das eleições européias, que em vários países podem representar um duro revés para os partidos no Governo, mas que a priori não mudarão demais a configuração da Parlamento Europeu.

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A campanha começou oficialmente na madrugada passada na Espanha, que se uniu a vários países onde ela foi iniciada desta semana, enquanto outros, como a França, esperarão até segunda-feira.

Em um pleito no qual os eleitores decidem tradicionalmente em uma chave nacional, a conjuntura econômica representa desta vez um ponto comum nos 27 países no bloco.

Isso é deixado claro pelas famílias políticas européias, que em sua maioria lideram suas declarações públicas com propostas para a recuperação econômica, a proteção do emprego e a reforma das finanças.

A economia se deixará notar especialmente nas campanhas dos países que mais estão sofrendo uma forte retração: a Oeste, Espanha e Irlanda e a Leste, Romênia, Letônia, Lituânia ou Estônia, todos eles atingidos com especial dureza pela recessão.

Apesar da crise ser o cenário de fundo da corrida, em muitos países os assuntos internos previsivelmente dominarão a campanha.

A configuração do Parlamento Europeu, no entanto, não deveria mudar muito, segundo os analistas, que esperam que o Partido Popular Europeu (PPE) repita como o maior grupo do plenário, seguido de socialistas e liberais. EFE mvs/ma

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