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Crise política e fenômenos naturais assolam o Haiti em 2008

Porto Príncipe, 20 dez (EFE).- O Haiti, país mais pobre do Ocidente, sofreu em 2008 uma grave crise política e econômica que se agravou com a passagem, em menos de dois meses, de dois furacões e duas tempestades tropicais, que deixaram pelo menos 800 mortos.

EFE |

Os problemas políticos explodiram quando o Senado destituiu o primeiro-ministro, Jacques-Édouard Alexis, em 12 de abril, em meio a uma crise com violentas manifestações por causa do alto custo de vida.

Seis pessoas morreram e dezenas ficaram feridas durante estas revoltas, que ocorreram com mais intensidade nas cidades de Hinche, Mirebalais, Gonaives, Jacmel, Miragoane, Petit-Goave e Jérémie, além de na capital do país, Porto Príncipe.

Após a destituição de Alexis, a Administração do presidente René Préval tomou algumas medidas, entre elas uma adotada junto com importadores de arroz que permitiu diminuir o preço da saca deste cereal de US$ 51 para US$ 43.

O empobrecido país ficou cinco meses sem um Governo efetivo até que, após meses de discussões, o Parlamento aceitou a designação da economista e jornalista Michèle Pierre-Louis, amiga do presidente haitiano, como primeira-ministra.

Antes de Pierre-Louis, Préval tinha indicado ao cargo o engenheiro agrônomo Ericq Pierre, em 27 de abril, e o conselheiro Robert Manuel, em 25 de maio, mas ambos foram rejeitados pelo Parlamento.

Michéle Pierre-Louis assumiu o cargo em 5 de setembro em meio a outra crise, mas, desta vez, humanitária, provocada pela passagem pelo país do furacão "Gustav" e as tempestades "Fay" e "Hanna", que deixaram centenas de mortos.

A economista se comprometeu a ajudar as milhares de vítimas deixadas pelos fenômenos naturais e a dar respostas às reivindicações de seus compatriotas.

"O nosso êxito é o êxito do povo haitiano", disse Pierre-Louis em seu discurso de posse, no qual acrescentou que seu Governo daria ênfase à inclusão social, aos resultados concretos e à prestação de contas.

O novo Governo mal acabava de analisar a difícil situação que o país enfrentava então quando outro furacão, o "Ike", atingiu severamente a nação.

As autoridades locais calculam que os fenômenos naturais deixaram um total de 800 mortos, 300 desaparecidos e quase 1 milhão de desabrigados no país.

A região mais castigada foi o departamento de Artibonite, em cuja capital, Gonaives, foram registradas mais de 400 vítimas fatais.

Durante semanas, Gonaives se transformou em um grande rio que deixou em sua passagem muita lama, o que dificultou durante vários dias a entrega de ajuda aos desabrigados.

Vários países e organismos internacionais se mobilizaram rapidamente a favor do Haiti, enquanto o Governo haitiano e as Nações Unidas fizeram um pedido à comunidade internacional para ajudar as vítimas dos furacões.

O pedido foi de US$ 107,7 milhões, mas, até o momento, só foi comprometido pouco mais de 33% dessa quantia.

O Governo de Préval desbloqueou US$ 200 milhões para iniciar um plano de emergência a fim de enfrentar a situação.

Segundo o presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, os fenômenos naturais deixaram prejuízos no valor de US$ 1 bilhão na nação caribenha.

No final do ano, o Haiti viveu outra tragédia quando uma escola na periferia de Porto Príncipe desabou com centenas de estudantes dentro, o que provocou a morte de 91 pessoas e deixou 162 feridos. O acidente teria sido causado por um deslizamento no terreno. EFE gp/an

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