Crise política e atentados marcam aniversário da independência do Paquistão

O Paquistão celebrava nesta quinta-feira o 61º aniversário de sua criação, uma data marcada por uma série de atentados cometidos por islâmicos e pela crise aberta entre Pervez Musharraf e o governo, decidido a destituir o presidente.

AFP |

Paquistaneses brandindo bandeiras verde e branco invadiram na quarta-feira as ruas de Islamabad a pé, em motos ou apinhados em veículos.

A festa durou toda a noite, apesar dos duros combates entre o Exército e os combatentes islâmicos ligados à al-Qaeda que sacodem há uma semana as zonas tribais na fronteira com o Afeganistão.

Um novo atentado suicida deixou sete mortos na quarta-feira à noite na cidade de Lahore e uma bomba explodiu na passagem de um ônibus militar matando na véspera 13 pessoas em Peshawar (noroeste), uma matança reivindicada pelos talibãs paquistaneses.

Nesta quinta-feira, as sirenes soaram e o tráfego foi interrompido durante um minuto em Islamabad depois que o primeiro-ministro, Yusuf Raza Gilani, hasteou a bandeira nacional.

Seu governo de coalizão, formado em março, "está comprometido a ajudar o cidadão a retirar o Paquistão da crise econômica e política", prometeu Raza Gilani.

Algumas horas antes, o presidente Musharraf havia pedido a reconciliação nacional mesmo com a coalizão do governo pretendendo destituí-lo.

Paquistão e Índia, hoje em dia potências nucleares militares rivais, nasceram da divisão do Império britânico das Índias em agosto de 1947.

mmg/dm

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