Crise pode reverter melhoras em saúde em países pobres, diz estudo

(embargada até as 21h01 desta quinta-feira, horário de Brasília) Londres, 12 mar (EFE).- A atual crise econômica pode reverter muitas das melhoras realizadas pelos países pobres em seus sistemas de saúde, o que pode representar um aumento das mortes de mães e crianças este ano em comparação com 2008.

EFE |

A menos que doadores e países em desenvolvimento cumpram os objetivos estipulados internacionalmente para reforçar os sistemas de saúde dessas últimas nações, o déficit de financiamento alcançará US$ 30 bilhões ao ano em 2015.

O alerta foi feito pelo grupo de trabalho que assessora a força-tarefa criada no marco da ONU para fiscalizar o cumprimento desses objetivos e liderado pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e pelo presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, com governantes de países ricos e pobres entre os membros.

De acordo com o relatório, mesmo se os países mais pobres e os doadores cumprissem os compromissos assumidos em Nova York em setembro e todos os do segundo grupo dedicassem 0,7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) à ajuda ao desenvolvimento, haveria um déficit anual de US$ 7 bilhões.

Atualmente, os países pobres investem em saúde cerca de US$ 24 por habitante, frente aos US$ 4 mil dos desenvolvidos, segundo o grupo de trabalho, dirigido por Julio Frenk, decano da Escola de Saúde Pública de Harvard, e Anne Mills, chefe do Departamento de Saúde Pública da London School of Hygiene and Tropical Medicine.

Segundo o BM, se persistir a atual crise econômica, entre 200 mil e 400 mil crianças morrerão ao ano, e entre 1,4 e 2,8 milhões terão falecido até 2015.

Sem o nível necessário de investimentos em saúde, mais de cinco milhões de crianças seguirão morrendo todos os anos, 56 milhões de mulheres continuarão sem acesso a especialistas durante o parto e mais de um milhão de indivíduos serão infectados com o vírus da aids, advertem os assessores. EFE jr/db

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