Crise no Irã torna diálogo improvável, diz Hillary

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou, nesta quinta-feira, que os Estados Unidos ainda procuram uma aproximação com o Irã, mas que a recente crise política no país faz com que este diálogo seja improvável no momento. Em uma entrevista exclusiva à correspondente da BBC Kim Ghattas, a secretária de Estado americana afirmou que o governo de Teerã não tem capacidade de tomar uma decisão do tipo no momento.

BBC Brasil |

"Os debates internos que acontecem no Irã tornam difícil, se não impossível, a busca de qualquer aproximação diplomática", afirmou.

Segundo Hillary Clinton, o governo dos Estados Unidos está aguardando uma resposta do governo iraniano em relação à proposta de diálogo, mas, até o momento, não "obteve nenhuma resposta".

Em sua campanha à Presidência e após assumir o cargo, o presidente americano, Barack Obama, acenou, por diversas vezes, com uma proposta de diálogo com o governo iraniano.

Durante a entrevista à BBC, concedida durante uma viagem de Clinton a Tailândia, a secretária de Estado americana voltou a repetir, no entanto, que a oferta do governo americano "não está aberta de maneira indefinida".

Questão nuclear "Nós temos que pressionar o Irã para começar uma discussão séria sobre suas intenções em relação ao poder nuclear", disse.

Os Estados Unidos acusam o governo de Teerã de usar seu programa de enriquecimento de urânio para tentar construir armas nucleares, o que as autoridades iranianas negam.

"Nós estendemos a mão e deixamos claro que era isto (dialogar) que desejávamos fazer, até mesmo agora, apesar de nossa condenação absoluta ao que eles fizeram nas eleições presidenciais (de 12 de junho)", afirmou Hillary Clinton.

O Irã foi tomado por uma série de protestos após o pleito de 12 de junho, que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad. A oposição acusou o governo de fraude eleitoral.

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