Crise não pode afetar luta contra terrorismo, diz Interpol

Paris, 26 fev (EFE).- A Interpol pediu hoje que a comunidade internacional não diminua o combate ao terrorismo no atual contexto de crise econômica, e advertiu que o risco de atentados de grandes dimensões continua existindo.

EFE |

Em carta aberta, o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, destaca que o principal problema "na segurança para é a mobilidade terrorista".

"Isto pode ser facilmente remediado com uma combinação de resolução governamental em escala nacional e o reforço da cooperação internacional através da Interpol", afirma Noble em sua carta, publicada no aniversário do atentado ao World Trade Center de Nova York de 1993, que matou seis pessoas e deixou mais de 1.000 feridos.

"Em um momento em que o mundo se centra na crise econômica global, peço a nossos líderes que não se esqueçam dos elementos que permitiram o primeiro ataque contra o World Trade Center", indica.

Segundo Noble, este é o momento de dedicar recursos para cobrir os vazios de segurança, a fim de prevenir atentados terroristas, especialmente porque no atual contexto de crise econômica as consequências de grandes ataques seriam "desastrosas".

O secretário-geral da Interpol, que tem sua sede em Lyon, afirma em sua carta que é difícil acabar, usando meios militares, com os riscos que a Al Qaeda representa fora do Iraque ou do Afeganistão.

Por isso, insiste em que é preciso atribuir o mesmo nível de recursos, atenção e energia ao reforço da cooperação internacional contra o terrorismo. EFE ac/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG