Crise na Geórgia mostra importância da experiência, diz McCain

Por Alister Bull WEST BLOOMFIELD, EUA (Reuters) - O candidato republicano John McCain afirmou na quarta-feira que a crise entre Rússia e Geórgia lembra ao mundo a importância de que a Casa Branca esteja sob o comando de alguém experiente -- qualidade que ele diz faltar no rival democrata Barack Obama.

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'Acho que os fatos dos últimos dias mostram que há muitos lugares no mundo onde não necessariamente antevemos esse tipo de conflito estourando. É preciso ter uma mão firme e experiente no comando', disse ele em evento de arrecadação de verbas em Michigan, um Estado estratégico para a eleição de novembro.

A segurança nacional é um dos principais temas da campanha, e McCain, de 71 anos, habitualmente tenta provar que tem mais credenciais nesse campo do que Obama, de 47 anos.

EUA e Rússia vêm trocando duras críticas por causa da ação militar russa em território georgiano, uma reação à ocupação da república separatista da Ossétia do Sul por tropas de Tbilisi, na semana passada.

O presidente George W. Bush anunciou o envio de militares para entregarem ajuda humanitária à Geórgia, e a secretária de Estado, Condoleezza Rice, deve ir a Tbilisi para reafirmar o apoio 'inabalável' ao governo pró-ocidental de Mikheil Saakashvili.

Já o chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou em Moscou que os EUA estão jogando 'um jogo perigoso' ao apoiar a Geórgia, e terão de escolher entre sua relação com Moscou ou com Saakashvili.

McCain disse que a ação militar russa é parte 'da secular ambição dos russos de estabelecer o império russo', mas afirmou que isso não significará uma volta à Guerra Fria. 'Mas acredito que precisamos nos posicionar da forma mais corajosa possível em prol desse pequeno país (a Geórgia).'

Um influente seguidor de McCain, o senador Joe Lieberman, disse que os EUA têm 'uma escolha realmente clara a fazer' em benefício da Geórgia. 'E eu digo isso respeitosamente ao senador Obama, porque ele é um jovem talentoso. Mas não está preparado para ser presidente', disse Lieberman, que já foi candidato democrata a vice-presidente.

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