Crise na Costa do Marfim deixou ao menos 800 mortos em um dia

Chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha diz que violência em Duekoue é "impactante por sua amplitude e brutalidade"

EFE |

Pelo menos 800 pessoas morreram na última terça-feira em um bairro da cidade de Duekoue, no oeste da Costa do Marfim, em consequência da violência que assola o país devido ao líder do país, Laurent Gbagbo, se negar a deixar o poder depois das eleições de novembro, que elegeu democraticamente Alassane Ouattara, informou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

"Este fato é particularmente impactante por sua amplitude e brutalidade", afirmou a chefe da delegação do CICV na Costa do Marfim, Dominique Liengme, em comunicado divulgado em seu site. O CICV "condena os ataques diretos contra civis e lembra a obrigação das partes no conflito de garantir em todas as circunstâncias a proteção da população no território que controlam".

Partidários do presidente eleito, Alassane Ouattara, e do líder atual, Laurent Gbago, mantêm há meses um conflito que se agravou nos últimos dias, nos quais os combates se intensificaram e foram registradas várias vítimas fatais, embora se desconheça o número exato.

Membros do CICV e voluntários da Cruz Vermelha marfinense se deslocaram nos dois últimos dias à região para conhecer as necessidades da população e recolher testemunhos sobre os fatos, segundo a nota.

Foram transferidos 28 corpos até o necrotério local, em uma operação que continuará nos próximos dias.

O CICV assegura ainda que dezenas de milhares de mulheres, crianças e homens fugiram dos combates e que saques se desenvolvem desde a segunda-feira em Duekoue, uma cidade já duramente castigada pela violência em diversas ocasiões.

A guerra civil na Costa do Marfim começou depois que Gbagbo se recusou a entregar o poder a Ouattara, reconhecido internacionalmente como vencedor do pleito presidencial de novembro.

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