A crise financeira mundial terá um impacto significativo na política externa dos Estados Unidos, independentemente de quem vencer as eleições presidenciais. A crise financeira já lançou uma sombra na campanha presidencial e os especialistas do lado dos democratas e dos republicanos já concordam a respeito do impacto da crise.

A liderança moral americana já foi danificada pela guerra no Iraque e a crise financeira significa que Washington terá menos possibilidades de convencer outros países a respeito dos méritos do capitalismo e do livre mercado.

Acima de tudo, com a crise, o novo presidente dos Estados Unidos terá que se concentrar mais nas questões internas do país.

Menos recursos
Os recursos vão diminuir, haverá menos dinheiro para ofertas ao exterior. Em tempos de crise, os americanos são encorajados a olharem para o próprio país.

Não vai ocorrer um movimento em direção ao isolacionismo dos Estados Unidos, mas será mais difícil para o novo presidente, qualquer que seja o vencedorum, implantar uma pauta mais ambiciosa para a política externa. Uma nova rodada de negociações do comércio exterior, por exemplo, poderá ficar fora do alcance.

De certa forma, os partidários do candidato democrata Barack Obama poderão ser os mais decepcionados.

Várias pessoas falaram de suas esperanças de que, no caso de vitória do democrata, Obama poderia ser um presidente da transformação da política externa, aproveitando o momento de crise para remodelar a ordem internacional assim como fez o presidente Harry Truman no final da Segunda Guerra Mundial.

Mas, apesar de todos os problemas domésticos, a pauta da política externa está cada vez mais difícil e não poderá ser ignorada.

Mesmo com todos os problemas gerados pela crise econômica, os Estados Unidos ainda continuarão a ter um papel importante no mundo.

O poder poderá ser mais distribuído, mas, se for necessária uma ação internacional coordenada, então o próximo presidente americano ainda poderá ser pressionado a assumir a liderança.

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