Crise mundial de crédito pode custar quase US$ 1 tri, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta terça-feira que potenciais perdas causadas pela crise mundial de crédito podem atingir até US$ 945 bilhões (cerca de R$ 1,8 trilhões). O FMI afirma que as perdas registradas no mercado subprime (de crédito imobiliário de alto risco) estão se espalhando para outros setores da economia, como de propriedades comerciais, crédito ao consumidor e dívidas de empresas.

BBC Brasil |

A instituição diz que houve um "colapso coletivo" para prevenir a concessão de empréstimos arriscados por parte das instituições financeiras.

O FMI também adverte que medidas duras e intervenção do governo podem ser necessárias.

O relatório do FMI de Estabilidade Global alerta que, "apesar da intervenção sem precedentes feita por grandes bancos centrais, os mercados financeiros continuam sob considerável pressão, agora com um ambiente macroeconômico mais preocupante e instituições mais fracamente capitalizadas".

Efeitos da crise
O FMI afirma que os efeitos da crise de crédito serão provavelmente "mais amplos, mais profundos e mais extensos" do que em recessões anteriores, devido ao grau de "securitização e equilíbrio do sistema financeiro".

A instituição culpa o sistema de regulação dos governos e a supervisão fraca feita por bancos, que teriam deixado a situação chegar a esse ponto.

O relatório foi divulgado em um encontro de líderes do sistema financeiro nos Estados Unidos.

O relatório faz duras críticas aos bancos e outras instituições financeiras, que teriam sido "complacentes demais" com os riscos de liquidez.

O sistema de administração de riscos dos bancos também teria falhado em detectar que os investimentos subprime não eram confiáveis o suficiente.

Mudanças
O FMI alerta que os bancos precisam se concentrar em equilibrar os seus balanços somando recursos e limitando empréstimos futuros.

Nos últimos dias, o secretário do Tesouro americano, Hank Paulson, e o diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, pediram mudanças grandes na regulação de instituições financeiras nacionais e internacionais.

Paulson propôs uma grande remodelagem do sistema americano de regulação financeira, dando mais poder ao Federal Reserve - o banco central do país - para intervir na ajuda a bancos falidos.

Na segunda-feira, Strauss-Kahn disse que a necessidade de intervenção pública contra a crise de crédito está se tornando "mais evidente a cada dia".

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