Crise interrompe 6 anos de crescimento na A.Latina, diz OCDE

Paris, 25 jan (EFE).- A crise econômica interrompeu cerca de seis anos de crescimento vigoroso na América Latina e no Caribe, disse hoje o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría.

EFE |

Embora a região tenha enfrentado a situação com uma "posição mais sólida" que outras, "a crise afetou fortemente a América Latina", disse Gurría no II Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe que é celebrado hoje em Paris.

Como exemplo, o dirigente da OCDE afirmou que esse golpe concretizou-se em uma queda das exportações de cerca de 24% e também no retrocesso dos fluxos de investimentos diretos estrangeiros e das remessas dos imigrantes.

Como resultado global, acrescentou, "a região perdeu cerca de 2,2 milhões de postos de trabalho durante o último ano" e "em alguns países a pobreza está voltando a aumentar".

Gurría reiterou, no entanto, que os avanços que muitos países tinham registrado nas últimas décadas em matéria de democratização, abertura e fortalecimento macroeconômico permitiram enfrentar a situação de uma posição mais sólida e amenizar seu impacto social.

"Esperamos que o Produto Interno Bruto (PIB) médio da América Latina e do Caribe recuperará seu dinamismo em 2010" mas, na opinião de Gurría, é preciso olhar mais a longo prazo e aprender com as lições dos dois últimos anos.

A experiência dos países que se desenvolveram com sucesso, prosseguiu, demonstra que "a melhora das condições de vida não é sustentável quando não vem acompanhada por um crescimento da produtividade".

Neste sentido, Gurría ressaltou que, infelizmente, "na maioria do continente, incluindo os países que mais progrediram nos últimos anos, a produtividade não aumentou significativamente".

De fato, a diferença dos níveis de produtividade entre a América Latina e as economias mais avançadas "apenas aumentou nesses últimos anos de boom econômico".

Para enfrentar esta situação, a OCDE defende que a receita é "inovar mais e melhor, investindo de maneira mais ativa e decidida em uma economia baseada no conhecimento".

"O talento e a inovação são fatores que tem de sobra na América Latina e no Caribe. Devemos transformá-los em desenvolvimento, investindo em uma educação de qualidade", acrescentou o secretário-geral. EFE pi/sa

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