Crise humana é insustentável para população de Gaza, afirma Cruz Vermelha

Genebra, 6 jan (EFE).- A crise humana na Faixa de Gaza é insustentável para a população, que já antes da ofensiva militar israelense sobrevivia em condições extremamente duras após 18 meses de bloqueio e restrições às importações, alertou hoje o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

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No 11º dia de bombardeios contra a Faixa de Gaza, há de 580 a 600 mortos entre os palestinos, enquanto os feridos chegam a 3 mil, segundo dados de fontes hospitalares.

"É difícil transmitir o grau de inquietação e ansiedade que esta situação nos provoca. Sem dúvida, estamos diante de uma crise humana" de grandes proporções, declarou, em Genebra, o diretor de operações do CICV, Pierre Krahenbuhl.

O responsável do CICV disse que uma das prioridades é garantir que os feridos recebam atendimento médico, já que muitas vítimas morrem enquanto esperam a chegada de uma ambulância.

Nesse sentido, Krahenbuhl afirmou que, "se for confirmada a divisão do território de Gaza em duas ou três partes, será ainda mais difícil oferecer esse auxílio médico".

Após uma espera de três dias, uma equipe médica do CICV - dirigida por um cirurgião de guerra - conseguiu entrar ontem em Gaza para apoiar a equipe médica do hospital de Shifa em operações cirúrgicas complexas.

Além disso, o representante da Cruz Vermelha Internacional insistiu várias vezes na obrigação das Forças Armadas israelenses e do grupo islâmico Hamas de respeitar o princípio de proporcionalidade nos conflitos armados.

Explicou que isso implica em que a importância do alvo militar a ser atacado deve ter correlação com os eventuais efeitos colaterais que um ataque à população e às infra-estruturas civis possam causar.

Sobre as acusações de Israel de que o Hamas está utilizando áreas civis para esconder seu arsenal e seus milicianos, Krahenbuhl disse que "todos têm uma responsabilidade e está claro que não se pode colocar equipamentos e pessoal militar no meio dos civis". EFE is/an

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