Crise global pode exigir esforços em 2010, diz FMI

Paris, 27 mar (EFE).- A crise global financeira pode exigir medidas suplementares em 2010 se a recuperação for demorada, alertou hoje o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

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"Esperamos que a recuperação comece no primeiro semestre de 2010.

Mas se ocorrer um atraso as pessoas devem estar dispostos a iniciar de novo a máquina", declarou Strauss-Kahn em Paris.

O funcionário do FMI disse ainda que não há como considerar boas as "medidas unicamente nacionais" contra a crise.

"O risco de não fazer nada é maior que o risco de agir", disse Strauss-Kahn ao ser perguntado pelas soluções à crise que deverão ser abordadas na próxima reunião do Grupo dos Vinte (G20, formado pelos países ricos e os principais emergentes), em 2 de abril, em Londres.

Acrescentou que não espera "nada de muito novo" do encontro na capital britânica, mas sim o "compromisso" dos líderes desses países para "dar um passo à frente com rapidez".

Strauss-Kahn disse que não espera dessa reunião a criação de uma nova arquitetura financeira multilateral, como a que saiu dos acordos de Bretton Woods (EUA) em 1944 e que estipulou as bases deste organismo e do Banco Mundial (BM), assim como a supremacia do dólar.

No entanto, admitiu que o sistema financeiro internacional posterior à atual crise "será diferente" e acrescentou que a ideia "não é criar novas instituições, mas aprovar mudanças".

Em um resumo dos desafios que esperam pelos líderes do G20, Strauss-Kahn afirmou que o primeiro deles é "reparar" o sistema financeiro internacional, o que passa por uma operação de "limpeza".

Também se referiu à necessidade de se garantir a sustentabilidade dos esforços orçamentários empreendidos pelos países, e insistiu na ideia de que talvez seja necessário complementar as medidas já anunciadas para 2009. EFE jam/mh

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