Crise força corte de juro na Suécia e Nova Zelândia

Por Keith Weir LONDRES (Reuters) - A Nova Zelândia e a Suécia anunciaram cortes de juro nesta quinta-feira em resposta à crise financeira global e as exportações japonesas tiveram fraco desempenho em setembro, aumentando preocupações sobre uma recessão global.

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Diversos investidores continuam saindo de economias emergentes, que devem procurar ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI), aumentando ainda mais o nervosismo que toma conta do mercado.

A Suécia, que atuou em conjunto com o Federal Reserve e outros bancos centrais do mundo no corte coordenado de juro, reduziu ainda mais sua taxa básica, em 0,50 ponto percentual, e deixou a porta aberta para novos cortes.

Na Nova Zelândia, o banco central local fez um corte recorde do juro, de 1 ponto percentual, e também disse que novas reduções devem acontecer.

Bancos centrais ao redor do mundo estão tentando limitar os danos provenientes da pior crise financeira desde a Grande Depressão dos anos de 1930.

"Os cortes de juro visam aliviar os efeitos da crise financeira sobre a economia real", afirmou o Riskbank, da Suécia, em comunicado.

Muitos economistas acreditam que os efeitos da crise financeira sobre os negócios estão apenas começando a aparecer.

No Japão, as exportações cresceram apenas 1,5 por cento em setembro, na comparação anual. A variação ficou bem abaixo das estimativas e aumentou os temores de que a segunda maior economia do mundo esteja caminhando em direção a uma recessão. O dado também reforçou a aposta de que o Banco do Japão pode cortar o juro básico do país.

A Fiat e a sul-coreana Hyundai também contribuíram para o pessimismo em relação ao futuro do setor, ao apresentarem estimativas negativas para o próximo ano.

"Claramente, apesar do sistema bancário mundial ter sido salvo pelas garantias e recapitalização oferecidas pelos governos, a crise na economia real ainda está se aprofundando", afirmou Dariusz Kowalczyk, da CFC Seymour, in Hong Kong, em uma nota para clientes.

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