Crise financeira não afasta nações do Fundo Amazônia, diz Minc

Rio de Janeiro, 13 out (EFE).- Apesar da crise financeira internacional, Coréia do Sul, Japão e Suécia continuam interessados em reforçar o Fundo Amazônia, criado pelo Brasil para financiar projetos de preservação da floresta, afirmou hoje o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

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"Já estamos conversando com Coréia, Japão e Suécia, que estão interessados. Não há nenhuma manifestação de arrependimento por parte desses interessados", disse Minc no 3º Fórum Internacional de Meio Ambiente Brasil-Japão, no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, Alemanha e Suíça seriam outras fontes de financiamento do fundo e aguardam a formalização de seu funcionamento para se pronunciar.

A institucionalização do fundo está prevista para 24 de outubro, quando serão definidas as normas de administração dos recursos, na sede em reunião no Rio de Janeiro, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que será responsável pela gestão dos recursos.

O Fundo foi anunciado há dois meses pelo Governo como um mecanismo para financiar projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia. O primeiro país a anunciar sua participação foi a Noruega, que doará inicialmente US$ 130 milhões e poderá aumentar sua ajuda para até US$ 1 bilhão antes de 2015.

No entanto, no primeiro ano de vigência do fundo, o Governo espera arrecadar US$ 1 bilhão entre doadores privados do Brasil e do exterior.

De acordo com Minc, os anúncios concretos de apoio de Governos de outros países ao Fundo são esperados para depois da reunião de 24 de outubro.

"A prioridade para o primeiro ano será definida nesse encontro.

Acho que outros países, além da Noruega, estão na expectativa", segundo o ministro.

Minc esclareceu que o fundo será administrado por brasileiros, mas admitiu que os países doadores têm a garantia de que os recursos apenas poderão ser usados quando se verificar uma diminuição do desmatamento.

A idéia do fundo surgiu da conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas realizada em 2006, em Nairóbi. EFE cm/rb/jp

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