Crise financeira mundial poderá causar 20 milhões de desempregados a mais

A crise financeira pode colocar na rua 20 milhões de pessoas em todo o mundo até o final de 2009, afirmou o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavía, em uma entrevista coletiva à imprensa.

AFP |

Segundo as estimativas da OIT apresentadas por Somavía, "o número de desempregados (em todo o mundo) poderá subir de 190 milhões em 2007 para 210 milhões no final de 2009" e, inclusive, ser ainda maior, se a crise se agravar.

"Precisamos de uma ação rápida e coordenada dos governos para evitar uma crise social que poderá ser grave, prolongada e mundial", acrescentou o chileno.

O número de trabalhadores pobres que vivem com menos de um dólar por dia poderá aumentar para 40 milhões e daqueless que vivem com dois dólares poderá chegar a 100 milhões, segundo essas estimativas.

Somavía indicou que essas projeções podem ficar abaixo do número real "caso não se enfrente rapidamente os efeitos da atual desaceleração econômica e da crescente recessão".

A crise já desempregou milhares de funcionários de Wall Street e de outros centros financeiros, e a OIT prevê que os trabalhadores de setores como a construção, o turismo, ou a indústria automobilística poderão seguir esse ritmo.

"Não é simplesmente uma crise de Wall Street, esta é uma crise de todas as áreas. Precisamos de um plano de resgate econômico para famílias trabalhadoras e para a economia real, com regras e políticas que visem trabalhos decentes", disse.

As taxas do desemprego de muitos países aumentaram recentemente: nos Estados Unidos foram perdidos 159.000 empregos só no mês passado e, na Espanha, o número de desempregados aumentou 3,7% em setembro (95.367 pessoas) e já afeta 2.625.368 pessoas no mundo.

A economia americana já havia perdido 73.000 empregos em agosto, com a taxa de desemprego atingindo 6,1% da população economicamente ativa, o maior nível em cinco anos, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

Os números não levam em consideração os efeitos do furacão Ike, que afetou o sul dos Estados Unidos em meados de setembro.

Já a taxa de desemprego no Japão aumentou mais do que o previsto em agosto, chegando a 4,2%, contra 4,0% em julho, segundo o ministério de Assuntos Internos.

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