A conferência internacional sobre Aids na África, que terminou neste domingo em Dacar, foi dominada pelo temor de que os fundos para combater a doença diminuam por causa da crise financeira e serviu, pela primeira vez, de tribuna para os homossexuais.

"Houve muitas discussões sobre o temor de que as contribuições para a luta contra a Aids diminuam, mas igualmente sobre as possibilidades de financiamento inovadoras ", declarou o pesquisador senegalês Suleyman Mboup, que presidiu a 15ª Conferência internacional sobre a Aids e as infecções sexualmente transmissíveis na África (Icasa).

Apese dos recentes progressos e uma estabilização da pandemia em alguns países, a África subsaariana é a regiao mais afetada no mundo, com 67% dos 33 milhões de pessoas portadora do vírus no planeta.

Outro grande avanço da conferência anual sobre a Aids na África foi que, pela primeira vez, os homossexuais fizeram uso da palavra.

O médico Steave Nemande, homossexual procedente de Camarões, expressou sua satisfação pelo fato e destacou que a existência - geralmente negada - de gays na África é uma realidade.

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