Crise financeira causa retorno em massa de emigrantes israelenses

Jerusalém, 27 out (EFE).- A crise financeira mundial começou a ter o efeito colateral para Israel do aumento de retorno de seus emigrantes, que as autoridades esperam que chegue a 15 mil até o fim de 2009, informa hoje a versão digital do jornal Yedioth Ahronoth.

EFE |

Entre os meses de agosto e setembro retornaram ao Estado judeu 2 mil israelenses, 50% a mais do que no mesmo período do ano passado, acrescenta o site do jornal israelense.

Segundo o Ministério de Absorção de Imigrantes 64% dos que retornam vêm dos EUA, 24% da Europa e os 12 % restantes de outros países.

Este departamento espera que o retorno siga aumentando conforme se estenda por todo o mundo a crise dos mercados.

O presidente da Casa de Israel em Nova York, Tali Naveh, declarou ao jornal que "as últimas semanas foram uma loucura, o telefone não deixou de soar em nenhum de nossos dez centros na América do Norte".

"Às pessoas se fez em pedaços o sonho americano", acrescentou.

No verão passado, o Ministério de Absorção iniciou uma série de medidas para aumentar o retorno de israelenses no estrangeiro, para o que ofereceu benefícios fiscais por um prazo de até dez anos e um pacote de incentivos que supera os 24 milhões de dólares.

Além disso, a Administração de Israel pediu aos bancos israelenses no mundo todo que ajudem os imigrantes que desejem transferir seus ativos ao país da forma mais rápida possível.

A Agência Judaica, por sua vez, negocia acordos com empresas israelenses para facilitar a incorporação ao mercado de trabalho dos que retornem ao país. EFE aca-amg/jp

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