PARIS - As vendas da indústria francesa de produtos eróticos caíram, pois a crise econômica global levou os consumidores a reduzir seus gastos com brinquedos sexuais, óleos de massagem e outros produtos não convencionais, afirmam especialistas do setor.

Na feira erótica "Big Eropolis", aberta em Paris na sexta-feira, cuja organização proclama ser a maior do tipo no mundo, os donos dos estandes disseram que os fregueses não estão gastando tanto quanto nos anos anteriores.

"Fomos atingidos pela crise financeira. Não fazemos parte da indústria automobilística, então não vimos uma queda (nas vendas) de 50 por cento, mas a crise financeira nos atingiu", disse o organizador da feira, Eric Heuninck

No entanto, ao menos o mesmo número de visitantes do ano passado visitaria a feira este ano, acrescentou ele. Cada pessoa paga 30 euros para entrar. Nos estandes, há uma grande variedade de vibradores, lingerie e sapatos de salto alto.

"Tivemos uma queda no movimento de vendas de cerca de 30 por cento comparando com o ano passado", disse Bernard Montagud, dono de um estande de brinquedos sexuais na feira que percorre toda a França.

"É claro que houve um impacto nos negócios. Antes, quando um cliente vinha e nós apresentávamos os produtos, sempre conseguíamos vender dois ou três itens. Agora, no entanto, eles saem sem nenhum item. Sentimos o impacto", acrescentou ele.

O desemprego tem aumentado constantemente há meses na França, à medida que uma queda na atividade econômica global levou muitas empresas a demitir seus funcionários, e os que mantiveram seus empregos estão preocupados com o futuro.

Mas, para alguns visitantes da feira, que incluiu ainda um palco no qual há apresentações de striptease com música alta, a redução nas vendas de brinquedos sexuais não faz sentido com o atual clima econômico.

"Quando você não pode sair, você se diverte em casa. Então talvez a feira funcione", disse uma pensionista que deu apenas seu primeiro nome, Joelle, acrescentando que os gastos dela não mudaram.

Por Lucien Libert

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