Crise em Honduras afeta 3 milhões de crianças, afirma Unicef

Tegucigalpa, 18 jul (EFE).- A crise política iniciada em Honduras com a deposição do presidente Manuel Zelaya há três semanas acabou afetando mais de três milhões de crianças, denunciou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

EFE |

Em comunicado divulgado na capital Tegucigalpa, o organismo humanitário expressou "sua profunda preocupação com os eventos acontecidos durante as últimas semanas em Honduras".

"O Unicef acompanhou de perto o desenvolvimento da atual crise política, e observa que esta já está afetando significativamente os mais de 3,5 milhões de meninas e meninos hondurenhos", acrescenta a declaração, assinada pelo representante do organismo na capital, o brasileiro Sérgio Guimarães.

O Fundo pede a "civis ou militares", hondurenhos e estrangeiros, dentro e fora do país, "para respeitar e fazer respeitar a Convenção sobre os Direitos da Criança, especialmente aqueles relacionados à proteção dos menores de 18 anos, nas presentes situações de insegurança".

"O Estado hondurenho, em toda circunstância, tem a obrigação de proteger a infância e velar pelo cumprimento de seus direitos, ao ter ratificado esse tratado internacional", ressalta o comunicado.

O Unicef advertiu que a manutenção da situação atual cria um alto risco de que, no futuro, haja consequências ainda mais graves para o bem-estar e desenvolvimento dos menores hondurenhos.

O organismo afirmou que "a história da humanidade em geral mostra claramente que, quando os adultos entram em conflito e geram ações violentas entre si, são as meninas e meninos que pagam o preço mais alto por esses desacordos".

Zelaya foi deposto em 28 de junho, o que provocou uma cadeia de protestos de seguidores que exigem a restituição do presidente no cargo, enquanto os adversários se opõem a que o líder retorne ao país. EFE gr/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG