Crise econômica reduz registro de patentes em 2008

Genebra, 27 jan (EFE).- A crise econômica desacelerou o número de patentes registradas em 2008 para 6,9% abaixo da média dos três últimos anos, apontou hoje a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

EFE |

"Historicamente, o registro de patentes cai durante os períodos de dificuldade econômica devido à falta de fontes disponíveis para o investimento e a inovação", explicou Francis Gurry, diretor-geral da OMPI, em entrevista coletiva.

No entanto, ele disse que o período difícil pode servir para estimular a inovação, já que obriga "uma melhora na eficácia, a fazer mais com menos e a desenvolver soluções mais inteligentes".

Gurry explicou que, embora o crescimento dos registros de patentes no ano passado tenha sido de 2,4%, o total de 164.000 solicitações nunca foi tão alto.

Empresas de Coreia do Sul, China e Suécia foram as que demonstraram mais dinamismo em termos de inovação em 2008.

Repetindo a tendência de exercícios anteriores, os Estados Unidos tiveram mais patentes solicitadas, com 53.521 pedidos ou 32,7% do total - 1% a menos em comparação com 2007.

Em segundo lugar aparece o Japão, com 17,5% do total e que teve alta de 3,6% nas patentes apesar da crise. Depois dos japoneses aparecem Alemanha, Coreia do Sul, França, China, Reino Unido, Holanda e Suécia.

Uma multinacional chinesa lidera pela primeira vez a lista de registros com as 1.737 patentes do grupo de telecomunicações Huawei, seguido da Panasonic, no Japão (1.729), e da holandesa Philips (1.551). EFE mrm/dp

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