Crise do Zimbábue é destaque em cúpula entre ONU e União Africana

Nações Unidas, 16 abr (EFE).- A crise política do Zimbábue foi hoje a protagonista do encontro de alto nível entre os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU e da União Africana (UA), realizado para estreitar a colaboração na resolução dos conflitos do continente.

EFE |

A África do Sul, que convocou a reunião no papel de presidente rotativa do Conselho durante o mês de abril, chegou a manter a situação do Zimbábue fora da agenda oficial, na qual se encontravam outros conflitos como o da região sudanesa de Darfur, o da República Democrática do Congo ou o da Somália.

O Governo sul-africano sustenta que a resolução da situação compete à região e declinou pressionar publicamente o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, para que seja revelada a apuração completa das eleições realizadas no país em 29 de março.

Apesar da oposição sul-africana, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assim como vários dos governantes presentes, como o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, falaram sobre a crise no Zimbábue em seus discursos de hoje.

Ban alertou que "a credibilidade da democracia na África pode depender da resolução da crise zimbabuana" e lembrou que a comunidade internacional "continua à espera" de que as autoridades do Zimbábue e dos países da região, como a África do Sul, cumpram suas promessas de que resolverão a crise sem intervenção externa.

A oposição zimbabuana assegura que a recusa da Comissão Eleitoral do país em publicar os resultados é uma tática para esconder a derrota de Mugabe, que ocupa o poder desde 1980.

Nesse sentido, Brown afirmou que "ninguém acredita" que Mugabe tenha vencido as eleições e pediu novamente para que as autoridades eleitorais da ex-colônia britânica publiquem os resultados da apuração.

O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, foi mais discreto e disse sentir "grande preocupação" com a profunda crise do país africano.

O presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, cujo país preside a UA, também mencionou a situação política no Zimbábue e louvou a atuação da Comunidade para o Desenvolvimento do Sul da África (SADC, em inglês) nos últimos dias para superar a crise.

O presidente sul-africano, Thabo Mbeki - que é criticado de proteger Mugabe -, não mencionou a situação do país vizinho e preferiu centrar seu discurso no objetivo de estreitar a colaboração entre as Nações Unidas e a UA. EFE jju/bba/fb

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