Crise de alimentos deve estimular agricultura, diz diretor-geral da FAO

Roma, 29 abr (EFE).- O senegalês Jacques Diouf, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, em inglês), acredita que a atual crise de alimentos no mundo, causada pela alta nos preços, deve servir de estímulo para a agricultura.

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"Só assim podemos evitar que esta situação dramática se repita no futuro. Chegou o momento de reformular a agricultura e a comunidade internacional não deveria perder esta oportunidade", afirmou o diretor-geral em nota divulgada hoje pela FAO.

Para a organização, o preço atual dos produtos básicos precisa de um enfoque que inclua políticas e programas para ajudar as milhares de pessoas cuja sobrevivência está ameaçada por conta desta crise.

Para os camponeses dos países do terceiro mundo, seria uma forma de reformular suas produções.

"Temos que produzir mais alimentos nas áreas onde eles são necessários com urgência para conter o impacto da alta dos preços sobre os consumidores menos favorecidos", disse Diouf na nota.

"Ao mesmo tempo, precisamos dar novo impulso à produtividade e expandir a produção para criar mais oportunidades de renda e emprego nas áreas rurais mais pobres", completou.

A questão dos preços dos alimentos será debatida na Conferência de alto nível sobre a Segurança Alimentar Mundial e os Desafios da Mudança Climática e a Bioenergia, de 3 a 5 de junho em Roma, capital da Itália.

Entre os participantes já confirmados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega francês, Nicolas Sarkozy, além do sul-coreano Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU. EFE alg/dp

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