Crise, clima e Tratado de Lisboa dominarão próxima cúpula da UE

Bruxelas, 6 dez (EFE).- Na cúpula que realizará na próxima semana, a União Européia (UE) tentará aprovar um plano para reativar a economia européia, desbloquear o Tratado de Lisboa e alinhar medidas contra a mudança climática.

EFE |

Nas próximas quinta e sexta-feira, o bloco europeu vai discutir um pacote de medidas que prevê que o equivalente a 1,5% do PIB comunitário seja usado para impulsionar a atividade econômica e o combate ao desemprego.

Segundo Bruxelas, essa soma deve passar de 200 bilhões de euros, sendo que 170 bilhões (1,2% do PIB da UE) terão que sair dos orçamentos de cada país-membro, ao passo que outros 30 bilhões serão disponibilizados pelos cofres comunitários e pelo Banco Europeu de Investimentos.

Nesse tema, os países da UE divergem quanto à proposta da Comissão Européia (órgão executivo do bloco) de destinar 5 bilhões de euros não utilizados do orçamento comunitário à melhoria das infra-estruturas energéticas, dos transportes e das projetos de banda larga, disseram fontes diplomáticas.

Os chefes de Estado e de Governo europeus também vão buscar uma saída para o bloqueio ao Tratado de Lisboa, rejeitado em junho passado pela Irlanda, que apresentará ao resto do bloco suas propostas para fazer avançar a aprovação do texto, que tem que ser aprovado por unanimidade.

Ontem, depois de uma reunião em Bruxelas com o presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, e de outra em Paris com chefe de Estado francês e presidente rotativo do Conselho Europeu, Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, se disse "otimista" em relação ao fim do bloqueio.

Quanto às medidas para conter a mudança climática, que têm que ser aprovadas conjuntamente pelo Conselho e o Parlamento europeus, as negociações mais problemáticas são as referentes ao financiamento dos projetos para a captura de CO2 e à divisão de direitos nos leilões de emissões de gases causadores do efeito estufa.

O objetivo da UE é que, em 2020, 20% da energia consumida no bloco proceda de fontes renováveis, para o que fixou diferentes metas para cada país. EFE rja/sc

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