difícil mas há esperança , diz escolhido do rei - Mundo - iG" /

Crise belga é difícil mas há esperança , diz escolhido do rei

Por Antonia van de Velde BRUXELAS (Reuters) - Um ex-primeiro-ministro encarregado de resolver a crise política belga disse nesta terça-feira que a tarefa é difícil, mas há esperança, e que é necessária uma solução rápida e importante porque o país caminha para uma recessão.

Reuters |

O ex-primeiro-ministro Wilfried Martens enfrenta uma dura missão ao tentar pôr fim ao impasse, considerando que há poucos indícios de que os cinco partidos da atual coalizão de governo possam entrar em acordo sobre quem deveria substituir o primeiro-ministro Yves Leterme.

O terceiro rompimento do governo da Bélgica em um ano foi motivado por um relatório da Suprema Corte sobre interferência política em um caso legal sobre a ajuda ao banco Fortis, afetado pela crise financeira, e se tornou mais árduo por causa das divergências entre as comunidades de língua holandesa e francesa do país.

A emissora flamenga VRT afirmou que Martens esperava romper o impasse antes do fim do ano, mas analistas políticos duvidam da probabilidade de uma solução rápida para a crise na Bélgica, cuja economia deve entrar em recessão neste último trimestre do ano.

Depois de três dias de conversações com líderes políticos, na noite de segunda-feira o rei Albert pediu a Martens que inicie as negociações. O ex-premiê agrega à tarefa uma rica experiência em períodos de turbulência política e também enfrentou a dura desaceleração econômica do país no início dos anos 1980.

No início da segunda-feira, o rei aceitou a renúncia do governo do primeiro-ministro Yves Leterme, embora lhe tenha pedido para permanecer interinamente no cargo. "É uma tarefa difícil, mas há esperança", disse Marten a repórteres nesta terça-feira.

O governo interino deverá resolver os assuntos mais urgentes, mas disputas políticas sobre quem assumirá a chefia podem contribuir para agravar ainda mais as dificuldades econômicas da Bélgica.

O democrata-cristão Jean-Luc Dehaene, de 68 anos, que ocupou duas vezes o cargo de primeiro-ministro, surgiu como o mais provável candidato a substituir Leterme.

Mas os liberais belgas têm profundas reservas em relação a Dehaene. "Os liberais têm um problema com Dehane por causa de seu perfil de centro-esquerda", disse o cientista político Carl Devos, da Universidade de Ghent.

Segundo Devos, é improvável que a atual coalizão de governo de cinco partidos, encabeçada por um novo primeiro-ministro, permaneça no poder até o fim de seu mandato de quatro anos, que expira em 2011.

Dehaene conquistou reputação por causa de sua habilidade em encontrar intricadas soluções para pôr fim a impasses políticos.

O nome do presidente da Câmara Baixa do Parlamento, Herman Van Rompuy, também tem sido repetidamente mencionado como possível premiê, mas a imprensa belga diz que ele recusaria uma oferta para assumir o cargo.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG