Crise ameaça Partido Comunista da China, admite Hu Jintao

Pequim, 23 jan (EFE).- O presidente da China, Hu Jintao, reconheceu hoje que a desaceleração do crescimento chinês, provocada pela crise econômica, representa um risco para o regime do Partido Comunista da China, que este ano completa 60 anos no poder.

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"Manter um crescimento econômico estável em meio à atual situação de desvantagem é um grande obstáculo para a capacidade de Governo do partido", admitiu Hu em reunião com os partidos "não-comunistas" do país -que não têm direito a mandato- e com a Federação de Indústria e Comércio.

O presidente chinês, citado pela agência oficial de notícias "Xinhua", repassou a noção do risco a este grupo de partidos, empresários e figuras sociais às que o Governo denomina a Frente Unida.

Ele reconheceu abertamente o risco de perda de poder depois que ontem seu Governo publicou os dados econômicos de 2008, quando o PIB cresceu 9%, seu índice mais baixo desde 2001, especialmente em relação ao quarto trimestre.

A tendência negativa prosseguirá no atual trimestre com risco de instabilidade social, assinalam os analistas.

"A principal prioridade para o país em 2009 é estimular o crescimento econômico, salvaguardar o nível de vida do povo e manter a estabilidade social", ordenou o também secretário-geral do Partido Comunista.

Uma estabilidade difícil de manter, à luz dos dados publicados esta semana, que calculam 9,4 % de desemprego.

Hu Jintao solicitou a todas as facções políticas, organizações sociais e grupos étnicos do país que se unam para conseguir um objetivo de crescimento que garanta a permanência do Partido Comunista no poder.

EFE mz/jp

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