Criminosos mais famosos dos EUA viram peças de museu

Elvira Palomo Washington, 25 mai (EFE).- As mentes mais criminosas dos Estados Unidos, como Bonnie, Clyde e Al Capone, vão virar objeto de culto em um museu de Washington que conta a história negra do país e os esforços das autoridades para combatê-la.

EFE |

As armas de Jesse James, as balas de Pancho Villa ou o carro de Bonnie and Clyde, entre outros objetos, podem ser vistos no "Museu Nacional do Crime e do Castigo", que foi inaugurado ontem e que recria uma história muito diferente das que contam os livros.

Ao mais puro estilo norte-americano, o visitante mergulha no mundo do crime assim que cruza a porta, com ruídos de sirenes, disparos e uma voz em off que recomenda que se pense duas vezes antes de se cometer um delito.

Depois de avisado, o espectador desce às catacumbas da história para ver como no século XVII os presos eram castigados com grilhões e justiçados na guilhotina ou para conhecer mais sobre os juízos "das bruxas" de Salem.

Os disparos do "distante Oeste" precedem as histórias dos fugitivos mais famosos como Jesse James e seus irmãos que formaram a banda de assaltantes James-Younger, ou os irmãos Dalton.

Placas de xerife, munição, um típico salão onde costumavam começar as brigas e até uma árvore para enforcar bandidos completam esta sala que precede os anos da corrupção, o câmbio negro e a lei seca, época do nascimento dos gângsteres.

Entre os rostos mais conhecidos para a Polícia e a imprensa da época, estão Frank Costello, Carlo Gambino, John Gotti, Lucky Luciano, e o mais popular de todos eles: Al Capone, que conta com uma réplica da cela onde esteve preso em Alcatraz.

O museu não só recria as cenas, mas também reproduz os sons de tal forma que o visitante, além de espectador, passa a ser parte ativa.

É possível aprender a abrir uma caixa-forte, aprender como tomar impressões digitais na cena de um crime ou até mesmo fazer uma análise legista em um laboratório CSI.

Também se pode conhecer em primeira mão as habilidades necessárias para lutar contra o crime com componentes interativos, como um simulador de tiro do FBI ou uma perseguição policial.

No lado dos "bons", o museu também conta a história do fundador da conhecida FBI (Polícia Federal Norte-americana), Edgar Hoover, e de outros policiais notáveis como o "intocável" Eliot Ness.

Além disso, a modo de "exemplo", lembra que a pena de morte ainda está vigente em alguns estados do país e em suas vitrines está uma autêntica cadeira elétrica do século XIX, na qual morreram 125 pessoas.

Entre suas peças mais valiosas, estão o carro do famoso ladrão John Dillinger (1903-1934); as luvas de boxe de "Cinderella Man", doados pelo desportista ao FBI, e objetos pessoais de Pancho Villa e Jesse James.

O museu é uma instituição privada fundada por John Morgan, um homem de negócios de Orlando que, "após visitar a prisão de Alcatraz, ficou impressionado e decidiu que o povo devia saber o que acontece com os criminosos após cometerem seus delitos, algo que serviria também de exemplo e advertência", contou à Agência Efe o responsável pela comunicação do museu, Amy Carlson.

Morgan se pôs em contato com o apresentador do programa "América's Most Wanted" (Os mais procurados da América), John Wals, cuja tragédia pessoal - seu filho foi seqüestrado e assassinado quando tinha seis anos, em 1981 - lhe transformou em feroz lutador contra o crime.

O empresário ofereceu a Wals as instalações do museu "para que o povo conheça o intrincado mundo da luta contra o crime".

A partir de agora, o espaço televisivo funcionará aos sábados, na planta baixa do museu, e os visitantes poderão ser espectadores de um dos programas mais vistos do país, e graças ao qual dezenas de casos foram relembrados. EFE elv/fh

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