O número de pessoas afetadas pelo enterovírus 71 (EV71), que causa a febre aftosa humana, aumentou hoje para 9. 251, enquanto a China vive um alerta nacional por causa da doença, que já matou 26 crianças, informou a agência estatal Xinhua.

Os sintomas da "febre aftosa humana", doença para a qual não existe vacina e que atinge principalmente crianças com menos de dez anos são bolhas e ulcerações na boca, além de erupções nas mãos e pés.

A doença pode causar meningite, encefalite, edemas pulmonares e paralisias.

Hoje foi confirmada uma morte na província de Zhejiang (leste), através de um site da região, onde até agora não havia registros de casos da doença.

Também se falou pela primeira vez de doentes na cidade de Chongqing (42), no centro do país, assim como de focos na capital, Pequim (mais de 1.400 casos), Jiangsu (leste), Hunan (sul) e Hubei (centro).

A mais afetada pelo EV71 continua sendo a província de Anhui (leste).

A maior parte das crianças mortas é de Anhui, mas três mortes aconteceram em Cantão, onde uma criança de dois anos morreu em Maoming, e dois bebês em Foshan.

As autoridades provinciais decidiram fechar as maternidades de Fuyang, a cidade mais afetada, inclusive após as comemorações do Dia do Trabalho, que terminaram no sábado, para evitar que o vírus continue a se espalhar.

No sábado, o Ministério da Saúde chinês emitiu um alerta nacional para frear a doença e enviou uma equipe de 45 médicos para Fuyang, enquanto o Governo provincial de Anhui elevou para dois o nível de emergência sanitária, que permite pôr os pacientes em quarentena e controlar seus deslocamentos.

Junho e julho são os meses de maior incidência do vírus, e, por isto, o Ministério da Saúde prevê o aumento dos casos nas próximas semanas.

Apesar do alarme nacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o foco não tem a mesma gravidade que o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, em inglês), que há cinco anos atingiu a China e que obrigou o país a cancelar vários eventos, inclusive a Copa do Mundo de futebol feminino.

"Não vejo em absoluto como uma ameaça para os Jogos Olímpicos ou qualquer outro evento próximo. É uma doença que ataca principalmente as crianças", declarou em entrevista coletiva o representante para a China da OMS, Hans Troedsson.

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