Criador do WikiLeaks começa batalha contra extradição

Julian Assange comparece à tribunal para audiência sobre pedido de extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais

iG São Paulo |

Reuters
Julian Assange chega a tribunal em Londres ao lado da advogada Jennifer Robinson

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, começa nesta segunda-feira sua batalha contra a extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. Assange chegou pela manhã na Corte de Magistrados de Belmarsh, em Londres, onde o pedido de extradição será julgado. Uma nova audiência está marcada para terça-feira.

Os advogados de Assange devem argumentar que os promotores suecos não poderiam ter emitido um mandado de prisão antes de o criador do WikiLeaks ter sido acusado formalmente. Além disso, eles também devem tentar mostrar que, se for extraditado para a Suécia, Assange poderá ser extraditado novamente aos Estados Unidos para responder por acusações ligadas ao WikiLeaks.

Segundo documento elaborado pela defesa, Assange teme enfrentar pena de morte caso seja extraditado para os Estados Unidos.

"É sugerido que existe um real risco de que, se extraditado para a Suécia, os Estados Unidos irão buscar a sua extradição e/ou transferência ilegal para os Estados Unidos, onde há um risco de ele ser detido na Baía de Guantánamo ou em outro lugar, em condições que podem violar o Artigo 3 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos", diz o documento. O artigo em questão bane a tortura.

"De fato, se o senhor Assange for entregue aos Estados Unidos sem garantias de que a pena de morte não será levada a cabo, existe um risco real de que ele possa ser sujeitado à pena de morte", afirma o texto.

Assange foi preso em 7 de dezembro, após se entregar à polícia britânica, que cumpriu o mandado de prisão internacional emitido pela Suécia. Ele foi solto nove duas depois, sob fiança.

O criador do WikiLeaks, que tem irritado os EUA e outros países por causa da divulgação de milhares de comunicações diplomáticas secretas, nega a acusação de crimes sexuais, que diz ter motivação política.

Com EFE

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