Criador da internet pede distinção entre rumor e ciência na web

Londres, 15 set (EFE).- O criador de internet, Tim Berners-Lee, advertiu hoje sobre a necessidade de separar na rede os simples rumores do que é ciência, assim como a respeito do perigo de certas seitas utilizarem a rede mundial de computadores para propagar suas idéias.

EFE |

Em declarações à "BBC", Berners-Lee expressou sua crescente preocupação com a forma como se está abusando da rede para divulgar informações que não são verdadeiras.

O cientista britânico fez esta declaração antes de anunciar a criação de uma fundação - a World Wide Web Foundation, à qual também contribuiu e que se dedicará, entre outras coisas, a examinar a confiabilidade dos portais da internet.

A fundação dará sua aprovação àqueles portais que demonstrarem ser fontes de informação confiáveis.

Berners-Lee está preocupado com os rumores alarmistas e nada científicos de que o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), da Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), pudesse gerar buracos negros que engoliriam a Terra.

Ele disse à emissora pública britânica que precisa haver sistemas que confiram aos sites da internet uma marca de credibilidade.

Berners-Lee alertou também sobre o perigo de propagação através da rede do pensamento de seitas que talvez sejam minoritárias, mas que podem encontrar na internet a fórmula para ganhar credibilidade da qual necessitam.

Ele explicou que não defende a pontuação para as páginas da internet porque, assim como as pessoas, isso pode mudar e acrescentou que farão falta diferentes mecanismos para comprovar sua confiabilidade.

Além de examinar a confiabilidade dos portais, a World Wide Web Foundation tentará melhorar o acesso à rede, que atualmente se limita a 20% da população do mundo.

Berners-Lee explicou que a nova fundação estudará a forma de facilitar sua conectividade com a telefonia celular, o que permitirá a extensão de seu uso na África e em outras regiões do mundo em desenvolvimento.

A organização também pretende ver como as pessoas que não sabem ler nem escrever podem se beneficiar eventualmente das vantagens da internet. EFE jr/rb/rr

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