Crescimento de China e Índia coloca solução climática em risco, diz ONU

BUDAPESTE - O secretário-executivo da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Yvo de Boer, advertiu nesta quarta-feira em Budapeste de que se as economias da China e da Índia continuarem crescendo no elevado ritmo dos últimos anos, será praticamente impossível evitar o nível crítico de aquecimento.

EFE |

"Será muito, mas muito difícil chegar a um acordo sobre um sistema global climático se países como a China e a Índia mantiverem o atual ritmo de crescimento econômico", advertiu De Boer durante uma sessão do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, indica a agência "MTI".

O secretário-executivo acrescentou que os países desenvolvidos terão que demonstrar que estão decididos a reduzir as emissões e que deve-se chegar a um acordo até a cúpula de 2009, em Copenhague, para que possa ser assinado.

Por outro lado, Rajendra Pachauri, presidente do IPCC, mostrou-se mais otimista e disse que as pessoas de todas as partes do mundo reconhecem a importância do aquecimento global, o que facilita a cooperação mundial.

Como a questão climática afeta a todos, existe uma grande possibilidade de uma união em nível mundial neste aspecto, segundo Pachauri, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007.

Da sessão do IPCC, realizada hoje e amanhã na capital húngara, participam mais de 300 especialistas e cientistas que analisam o impacto das mudanças climáticas nas águas e o uso das fontes de energia renováveis.

Para amanhã, é esperado que o presidente do IPCC apresente um resumo sobre as conclusões da reunião para a imprensa.

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