Cresce tensão na Turquia devido a processo contra AKP

Ancara, 22 mai (EFE) - As tensões internas causadas na Turquia pelo processo judicial para tornar ilegal o eventual Governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, islâmico moderado) aumentaram com as mais recentes declarações da cúpula do Tribunal Supremo de Apelações. Toda a imprensa local de hoje dedica manchetes ao conflito, após uma nova troca de acusações entre a Junta Diretiva do Tribunal Supremo de Apelações e membros do Governo. O confronto entre a Justiça e o Governo, O Golpe de Estado do Tribunal Supremo de Apelações, Não à Justiça, mas a principal oposição, ou Juízes pressionam a Justiça, são algumas das principais manchetes nos jornais turcos de hoje. A Junta Diretiva do citado Tribunal afirmou em uma declaração divulgada na quarta que o Governo ataca há um ano, de forma sistemática, a Justiça. Segundo o comitê, o Executivo tenta influenciar sobre o Tribunal Constitucional para conseguir uma decisão adequada no caso sobre a possível ilegalização do AKP, e que procura criar um sistema judiciário sob o controle governamental. Além disso, na mesma nota acusou o Executivo do primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, de ter entregado um expediente sobre a reforma judicial do país ao comissário europeu de Ampliação, Olli Rehn, antes de seu debate interno na Turquia e antes de passar o documento ao Tribunal Supremo de Apelações. Vários membros do AKP responderam com críticas muito duras à declaração publicada, a qual qualifica...

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) é uma declaração política e, como tal, não pode ser aceita", disse o vice-primeiro-ministro, Cemil Cicek.

"A Justiça interferiu nos poderes Legislativo e Executivo, superando suas competências" e atuando "como um partido da oposição" que tenta influir no processo aberto no Tribunal Constitucional (contra o AKP), acrescentou.

Murat Yetkin, jornalista do periódico "Radikal", advertiu hoje que as coisas na Turquia estão fora de controle e podem paralisar o "sistema".

"Não estão se falando. Os juízes do Tribunal Supremo acusam o Governo, o Governo os acusa. Há problemas, mas não há nenhum canal de diálogo para buscar uma solução negociada", disse à Agência Efe Yetkin. EFE wr/fh/db

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