Cresce tensão entre as Coreias

Seul, 30 jan (EFE).- Cresceu hoje a tensão entre as duas Coréias, devido à decisão unilateral de Pyongyang de anular todos os acordos de não-enfrentamento assinados com Seul para diluir a ameaça militar na península coreana.

EFE |

O Comitê para a Reunificação Pacífica de Coreia, organismo norte-coreano encarregado das relações com Seul, anunciou hoje que anulará "todos os acordos que tinham como objetivo pôr fim ao confronto político e militar" com Coreia do Sul.

Além disso, o comitê afirmou serão encerrados "o Acordo de Reconciliação, de Não-Agressão, Cooperação e Troca" e seus pontos relacionados à fronteira militar no Mar Amarelo, onde em 2002 os dois países travaram confrontos armados.

Desde o fim da Guerra da Coreia em 1953, este pacto de Reconciliação, firmado em 1991, é uma das bases para a coexistência pacífica entre as duas Coreias, embora sua aplicação não tenha acontecido de fato até o processo de reconciliação aberto após a cúpula intercoreana de 2000.

Pyongyang culpou o Governo de Seul sua postura, por, segundo suas palavras, promover uma política de confronto e por aumentar tensão na península.

Não se trata das primeiras ameaças norte-coreanas contra o Governo do presidente conservador Lee Myung-Bak, mas as mais sérias, desde que ele assumiu o poder em fevereiro de 2008 com um programa de linha dura com Pyongyang, que encerrou uma década de política de reconciliação.

Em protesto contra o Governo de Lee, a Coreia do Norte já havia restringido, em dezembro, os movimentos de pessoas e mercadorias na fronteira com o Sul, além de suspender os serviços ferroviários entre ambos e o turismo à cidade norte-coreana de Kaesong.

Esta nova escalada de tensão entre os dois vizinhos ocorre duas semanas após o Exército norte-coreano advertir que adotará uma postura de confronto contra o Governo sul-coreano e que protegerá a fronteira marítima no Mar Amarelo. EFE ce/jp

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