Cresce tensão em protestos por eleições na Tailândia

Por Ambika Ahuja BANGCOC (Reuters) - Milhares de manifestantes mantiveram nesta segunda-feira sua concentração em Bangcoc, depois de o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva rejeitar a pressão pela convocação de eleições na Tailândia.

Reuters |

Após três dias de manifestações pacíficas, três granadas explodiram em um quartel no centro de Bangcoc, ferindo dois soldados e gerando tensão.

Mas o ataque não assustou os investidores, que nesta segunda-feira compraram 40 milhões de dólares na bolsa de valores local, refletindo a recuperação econômica do Sudeste Asiático. O índice mercantil de Bangcoc, que saltou 63 por cento no ano passado, continuou operando em alta, e a cotação da moeda local, o baht, praticamente não se alterou.

Não ficou claro se as explosões tinham relação com as manifestações promovidas por seguidores do ex-premiê Thaksin Shinawatra, que fizeram uma manifestação em outro quartel, que também serve como centro de comando para Abhisit.

Isso aconteceu depois que Abhisit rejeitou as exigências dos manifestantes de dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.

Abhisit, que tem apoio dos militares e da elite urbana da Tailândia, fez um pronunciamento ao vivo pela TV, ao lado de políticos da sua precária coalizão, para dizer que não é hora de convocar eleições --as quais, segundo analistas, seriam vencidas por seguidores de Thaksin.

Nattawut Saikua, um dos líderes dos protestos, disse que não há planos imediatos para fazer uma passeata até outros locais. Ele afirmou que cada manifestante recolherá sangue, e que o sangue de todos será colocado em frente ao gabinete de Abhisit e à sede do seu Partido Democrata, na terça-feira, para mostrar "o sacrifício do povo."

Em um pronunciamento de 40 minutos por videoconferência, em que chegou a cantar versos de amor a seus seguidores, o autoexilado Thaksin pediu aos seus "camisas vermelhas" que mantivessem a luta.

"A paciência do povo está no coração do sucesso", afirmou o político, falando de um local não revelado na Europa.

"Não percam o coração ainda. Sejam pacientes. Pode ser um pouco duro", afirmou, antes de pedir aos parceiros de Abhisit na coalizão que abandonem o governo "pelo bem da democracia."

A multidão, que durante a noite anterior chegou a mais de 150 mil pessoas, diminuiu para cerca de 70 mil, segundo a polícia, embora líderes dos protestos tenham dito que esperam a volta das pessoas que estejam em Bangcoc e arredores.

(Reportagem adicional de Chalathip Thirasoontrakul)

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