Cresce rejeição a reeleição ilimitada na Venezuela

Caracas, 3 dez (EFE).- Mais de 65% dos venezuelanos rejeitam a reeleição presidencial ilimitada que permitiria uma nova reeleição de Hugo Chávez em 2012, 15% a mais do que os 50,7% que se opuseram a esta mesma proposta no referendo um ano atrás, segundo uma pesquisa publicada hoje pela imprensa local.

EFE |

Apesar de ter sido feita há três meses, a pesquisa foi divulgada um dia após o presidente Hugo Chávez ordenar seus partidários do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) a apresentarem uma emenda à Constituição para permitir a reeleição ilimitada e se autoproclamar candidato para o pleito de 2012.

Somente 31,1% dos venezuelanos apóiam a reeleição ilimitada do chefe de Estado, segundo a mesma pesquisa, realizada em setembro pela Ecoanalítica Opinião Pública.

A Ecoanalítica detalhou que mais de 80% dos que se definiram como "chavistas" apoiariam a emenda.

"Desde agora me autopostulo como pré-candidato presidencial para 2012", disse ontem à noite Chávez em discurso.

O artigo 341 da Constituição aprovada por sua iniciativa em 2000 ordena que a autoridade eleitoral submeta a referendo as emendas a esse texto nos 30 dias posteriores à "recepção formal" do pedido, o que Chávez solicitou que se faça rapidamente.

O pedido pode ser feito por 30% dos integrantes da unicameral Assembléia Nacional, de atual maioria chavista, por 15% dos eleitores ou diretamente pelo chefe de Estado.

O presidente já fez uso desta última opção quando sua proposta de reformar a Carta Magna, que incluía a reeleição presidencial ilimitada, foi rejeitada por 50,7% do eleitorado há um ano em um referendo.

Na ocasião, Chávez falou que respeitaria o resultado do referendo que se opôs à possibilidade de ele se reeleger novamente.

"No mais tardar no final de fevereiro acho que estaremos prontos para o referendo aprovativo da emenda (...) estamos iniciando este novo período histórico que vai de 2009 a 2019 para a (criação da) República Bolivariana Socialista da Venezuela", acrescentou ontem à noite o presidente venezuelano. EFE ar/jp

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