Cresce chance de novo El Niño no Pacífico

Por Michael Perry SYDNEY (Reuters) - As probabilidades de que o fenômeno El Niño ocorra em 2009 no Pacífico superou 20 por cento, disse nesta quinta-feira a Agência Meteorológica da Austrália.

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Esse fenômeno natural, um aquecimento das águas no leste do Pacífico, gera fortes secas na Austrália, entre outros transtornos climáticos no mundo todo.

Em nota, a agência disse que "os modelos climáticos internacionais estão agora prevendo um aquecimento do oceano Pacífico" e que "a média das previsões de cada um desses cinco modelos indica que as condições do El Niño sejam estabilizadas até a primavera meridional."

"Com esta maior previsibilidade e uma melhor concordância entre as previsões, a probabilidade de desenvolvimento de um El Niño em 2009 é agora muito mais alta do que há um mês, e significativamente maior do que a probabilidade climatológica de cerca de 20 por cento."

A perspectiva de uma primavera mais seca pode reduzir as previsões para a safra australiana de trigo de 2009/10, que está sendo plantada atualmente.

A estimativa atual é de 21-23 milhões de toneladas, basicamente igual às 21,4 milhões de toneladas colhidas na safra 2008/09, a melhor nos últimos quatro anos, depois das chuvas que interromperam uma prolongada seca em partes do leste da Austrália. O país é o quarto maior exportador de trigo.

Os meteorologistas disseram que o Índice de Oscilação Meridional manteve-se neutro, mas numa "fase de rápido aquecimento". Esse índice mostra as diferenças de pressão atmosférica entre Darwin, no norte da Austrália, e o Taiti, no centro do Pacífico.

As temperaturas da superfície marinha continuaram subindo em todo o oceano e agora estão cerca de 0,5C acima da média, disse o relatório.

"Abaixo da superfície, as temperaturas no oceano Pacífico equatorial estão mais altas que a média em 2-3C em grande parte da bacia", acrescentou a nota.

Quando o El Niño aquece o leste do oceano, a umidade resultante se desloca ainda mais a leste, provocando secas no oeste do Pacífico e na Austrália. O fenômeno contrário se chama La Niña.

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