Por Ed Stoddard HOUSTON (Reuters) - Uma pequena maioria dos norte-americanos, incluindo mais conservadores e republicanos do que antes, apóia a separação entre religião e política, segundo pesquisa divulgada na quinta-feira.

O levantamento surge num momento em que o democrata Barack Obama e o republicano John disputam ativamente o eleitorado religioso para a eleição presidencial de 4 de novembro.

A pesquisa do Pew Research Center indica que 52 por cento dos norte-americanos acham que instituições religiosas devem ficar fora da política, aumento de oito pontos percentuais em relação a 2004, ano da última eleição presidencial.

Por outro lado, 45 por cento acham que as igrejas devem expressar suas opiniões políticas. Foram ouvidos quase 3.000 adultos, no começo deste mês.

Desde que o Pew começou a fazer essa pesquisa, em 1996, é a primeira vez que os que dizem que as igrejas devem se manter afastadas da política são maioria. A principal mudança veio dos que se intitulam conservadores, saltando de 30 para 50 por cento em quatro anos. Entre os eleitores republicanos, o apoio à separação passou de 37 para 51 por cento.

Essa mudança pode ter profundas implicações políticas, já que os evangélicos brancos e conservadores se tornaram uma base importante para o Partido Republicano.

'Onde antes havia uma diferença partidária e ideológica substancial a respeito desta questão, agora há bem menos divisão', disse o Pew Center.

Entre os democratas, o apoio à separação Igreja-Estado continua o mesmo desde 2004: 52 por cento.

Apesar desses resultados, o voto religioso conservador continua sendo importante, como mostrou o fato de no sábado passado ambos os candidatos terem respondido perguntas do pastor Rick Warren num evento transmitido nacionalmente pela TV.

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