Cresce a tensão entre judeus e muçulmanos na França

Novas agressões anti-semitas voltaram a ser registradas na França, onde cresce a tensão entre comunidades.

AFP |

Um judeu foi esfaqueado na noite de quinta-feira em uma cidade da periferia de Paris, sofrendo ferimentos leves - uma agressão condenada pela ministra do Interior, Michèle Alliot-Marie.

O homem foi atacado na cidade de Fontenay-sous-Bois (sul de Paris) por dois assaltantes que queriam roubar seu carro. Quando perceberam que se tratava de um judeu, começaram a agredi-lo, segundo fontes policiais e judiciais.

Uma investigação foi aberta por tentativa de homicídio por motivos religiosos.

Em Toulouse (sudoeste), inscrições hostis a Israel como "Israel nazista" ou "sionistas nazistas" foram encontradas na manhã desta sexta-feira em vários lugares da cidade; entre eles, perto de uma loja de produtos 'casher'.

Além disso, mala suspeita - que se revelou vazia - foi destruída por policiais depois de ter sido descoberta nesta sexta-feira em Toulouse diante de uma sinagoga, a mesma contra a qual um carro fora lançado e incendiado no dia 5 de janeiro.

De acordo com o Consistório Central da França, "66 atos anti-semitas, da ameaça ao golpe de faca no pescoço, foram oficialmente registrados" desde o início da ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, em 27 de dezembro. A organização citou várias cidades como Lille, Metz, Toulouse, Marselha e Toulon.

A ministra do Interior reiterou que não tolerará estes "desvios", que "prejudicam a coesão e a unidade nacionais".

Além disso, os membros muçulmanos da AJMF, uma associação que se dedica a promover a amizade entre judeus e muçulmanos, decidiram demitir-se para mostrar insatisfação com o "silêncio" de seus colegas judeus sobre os ataques israelenses na Faixa de Gaza.

Entre os muçulmanos da AJMF que se retiraram, está Dalil Boubakeur, reitor da Grande Mesquita de Paris e ex-presidente do Conselho Francês do Culto Muçulmano (CFCM), o principal órgão representativo da comunidade muçulmana da França.

A França possui as maiores comunidades judaica e muçulmana da Europa com, respectivamente, 600.000 e 4 a 5 milhões de membros.

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