Rio de Janeiro, 23 abr (EFE).- Após ter experimentado queda em fevereiro, o crédito voltou a crescer no Brasil em março e alcançou um nível recorde, mas a taxa de inadimplência também se expandiu e está no pior momento desde novembro de 2006, informou hoje o Banco Central (BC).

O volume de crédito concedido pelo sistema financeiro brasileiro subiu em março 1% frente a fevereiro, para a cifra recorde de R$ 1,241 trilhão, segundo um boletim divulgado pelo BC.

O valor dos empréstimos subiu em março ao equivalente a 42,5% do Produto Interno Bruto, porcentagem igualmente recorde. Em fevereiro o crédito equivalia a 41,8% do PIB.

Com essa expansão também subiu, pelo quarto mês consecutivo, a inadimplência do crédito referencial, considerados os atrasos superiores a 90 dias, que equivalia a 5% dos créditos em março e chegou a seu maior nível desde novembro de 2006 (5,1%).

Em fevereiro, a porcentagem de dívidas não pagas equivalia a 4,8% do crédito. Em março do ano passado, a taxa era de 4,1%.

O crescimento da taxa de inadimplência foi atribuído à crise global, que se refletiu no país com a queda das exportações e a demissão de milhares de trabalhadores, principalmente do setor industrial.

O aumento da falta de pagamento foi causado exclusivamente pelas operações com empresas.

O valor dos empréstimos concedidos a pessoas jurídicas aumentou de 2,3% do total em fevereiro a 2,6% em março. Entre as pessoas físicas, a inadimplência foi de 8,3% em março, frente a 8,4% em fevereiro. EFE cm/rr

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