Credit Suisse pagará multa de US$ 536 milhões por violar sanções contra Irã

O grupo suíço Credit Suisse concordou nesta quarta-feira em pagar uma multa de US$ 536 milhões (cerca de R$ 939 milhões) por ter violado sanções americanas contra o Irã. Segundo o secretário de Justiça americano, Eric Holder, o Credit Suisse vinha desrespeitando leis americanas há décadas e minou a legitimidade do sistema.

BBC Brasil |

Documentos afirmam que o gigante do setor bancário sistematicamente escondeu a identidade de seus clientes iranianos ao movimentar milhões de dólares em seu nome.

"Comunicações internas do Credit Suisse mostraram um contínuo diálogo sobre evasão de sanções americanas durante cerca de uma década", dizem os documentos do processo.

O banco também é acusado de ajudar a Líbia, o Sudão e Mianmar a esquivar-se de sanções.

Em comunicado, o Credit Suisse afirmou que leva o assunto a sério e que está comprometido com os mais altos padrões de integridade e cumprimento regulatório.

Lloyds
O Credit Suisse é o segundo banco a pagar centenas de milhões de dólares por ajudar seus clientes a burlar as leis americanas.

Em janeiro, o banco britânico Lloyds-TSB pagou uma multa de US$ 350 milhões a autoridades dos Estados Unidos depois de ter sido acusado de falsificar registros para que clientes no Irã, na Líbia e no Sudão pudessem fazer negócios com instituições americanas.

O governo americano tem o poder de adotar medidas contra instituições financeiras estrangeiras - mesmo por ações envolvendo terceiros países - caso tenham parte de seus negócios nos Estados Unidos.

De acordo com os documentos do processo, quando o Lloyds encerrou seu envolvimento, em 2003, bancos iranianos transferiram seus negócios para o Credit Suisse, o que levou o grupo suíço a quadruplicar suas transações iranianas em dólares americanos, passando de cerca de 50 mil em 2002 para 200 mil em 2005.

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