Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

CPI julga genocídios, crimes contra a humanidade e crimes de guerra

A Corte Penal Internacional (CPI), cujo promotor Luis Moreno Ocampo pediu nesta segunda-feira o indiciamento do presidente sudanês Omar al-Bashir por crimes em Darfur, é o primeiro tribunal permanente encarregado de julgar os autores de genocídios, crimes contra a humanidade e crimes de guerra.

AFP |

A CPI, cuja sede está localizada em Haia, foi criada no dia 1o de julho de 2002, após a ratificação do Estatuto de Roma por 60 Estados. No dia 1o de junho contava com 106 Estados assinantes.

A Corte Penal Internacional é presidida pelo juiz canadense Philippe Kirsch e conta com 18 juízes.

COMPETÊNCIAS

Os crimes incluídos nas competências jurídicas da Corte são o genocídio, os crimes de guerra e os crimes contra a humanidade, entre eles o extermínio, a escravidão, a tortura, a violência sexual, as perseguições por motivos raciais, étnicos ou religiosos, a deportação e o apartheid.

O "crime de agressão" também está em seu estatuto, mas a definição ainda será formulada.

Ao contrário dos tribunais criados "ad hoc" para julgar os crimes cometidos durante um conflito em particular, como o Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia, as competências da CPI são intemporais.

FUNCIONAMENTO

A Corte pode ser solicitada por Estados que assinaram o Estatuto de Roma. Seu promotor também pode tomar a iniciativa de investigar um assunto.

Em ambos os casos, a jurisdição da Corte pode apenas ser exercida no território de um Estado assinante do Estatuto de Roma. Sua jurisdição é exercida seja qual for a nacionalidade do suposto autor dos crimes.

O Conselho de Segurança da ONU também pode recorrer à CPI. Nesse caso a jurisdição da Corte pode se estender a um Estado não assinante do Estatuto de Roma, como é o caso da investigação sobre Darfur.

Um Estado que não tenha ratificado o Estatuto pode aceitar a jurisdição da CPI em um caso particular.

Em virtude do princípio da complementaridade, a Corte poderá apenas intervir se a justiça nacional não puder ou não quiser tratar de maneira adequada os crimes que correspondem à jurisdição da CPI.

A jurisdição da CPI não é retroativa, por isso a CPI pode julgar somente crimes praticados a partir de 1o de julho de 2002.

CASOS E SUSPEITOS

O promotor da CPI, o argentino Luis Moreno Ocampo, lançou investigações em quatro países africanos: República Democrática do Congo, (RDC), Uganda, Sudão e República Centro-Africana. Até o momento emitiu doze ordens de prisão e continua procurando sete suspeitos foragidos.

Quatro congoleses foram detidos e levados para o centro de detenção da CPI em Haia: os chefes de milícias Thomas Lubanga, Germain Katanga e Mathieu Ngudjolo Chui, acusados por sua responsabilidade na guerra civil de Ituri (leste da RDC) desde 1999, e o ex-chefe rebelde, que depois se tornou vice-presidente congolês, Jean-Pierre Bemba, pelos crimes cometidos por seus homens na República Centro-Africana.

bur-axr/dm

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG