Cozinheiro de Bin Laden se declara culpado em Guantánamo

Ibrahim al Qosi assumiu conspiração com a Al-Qaeda e afirmou que fornecia apoio material ao terrorismo

Reuters |

Um prisioneiro sudanês acusado de proteger Osama bin Laden e ajudá-lo a escapar das forças norte-americanas no Afeganistão se declarou culpado em Guantánamo nesta quarta-feira, dando ao governo Obama sua primeira prova de culpabilidade no controverso tribunal de guerra.

Ibrahim al Qosi se declarou culpado de conspiração com a Al-Qaeda e de fornecer apoio material ao terrorismo, disse o porta-voz do tribunal de Guantánamo, Joe DellaVedova.


Qosi, que era cozinheiro de Bin Laden, ficou detido em Guantánamo por mais de oito anos e sua sentença pode variar desde nenhum tempo a mais na prisão até prisão perpétua, disse DellaVedova por telefone a partir da base naval norte-americana em Cuba.

Uma audiência de sentença foi marcada para o dia 9 de agosto.

Qosi é somente o quarto condenado nos polêmicos tribunais militares desde a abertura do campo de prisioneiros de Guantánamo para a detenção de suspeitos de terrorismo, em janeiro de 2002.

A promessa do presidente Barack Obama de fechar o presídio foi impedida pelo Congresso, e Guantánamo ainda abriga 181 prisioneiros. A maioria está detida sob a acusação de suspeita de terrorismo, embora alguns tenham sido absolvidos por tribunais dos Estados Unidos e estejam aguardando transferência.

Qosi, de 50 anos, foi indiciado pelos militares norte-americanos de agir como motorista e guarda-costas de Bin Laden e por ajudar o líder da Al-Qaeda a fugir para as montanhas de Tora Bora, no Afeganistão, depois da invasão liderada pelos Estados Unidos em 2001. Ele ainda foi acusado de fazer parte de uma equipe de lançamento de morteiros da organização terrorista.

Qosi fez a declaração de culpa durante uma audiência de duas horas, durante a qual declarou sob juramento ter dado apoio logístico à Al-Qaeda com pleno conhecimento de que o grupo realiza atos terroristas, disse DellaVedova.

"Ele admitiu que tomou parte das hostilidades contra os Estados Unidos em violação das regras de combate", afirmou. "Al Qosi disse sob juramento que apoiou intencionalmente a Al-Qaeda em atos hostis contra os EUA pelo menos desde 1996, quando Osama bin Laden emitiu uma ordem exortando seus seguidores a cometer atos de terrorismo contra os Estados Unidos".

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