Costa Rica propõe retorno de Zelaya ao poder na sexta-feira

O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, apresentou, nesta quarta-feira, uma nova proposta para tentar solucionar a crise política em Honduras que envolve o retorno ao poder do presidente deposto, Manuel Zelaya, na próxima sexta-feira. Segundo o documento, chamado de Acordo de San José, em referência a capital costarriquenha, Zelaya deveria ser restituído no dia 24 de julho e um novo governo de coalizão deveria ser formado até a segunda-feira.

BBC Brasil |

O plano prevê ainda a criação de uma comissão para verificar o cumprimento do acordo.

De acordo com Arias, essa é a última proposta que apresentará às delegações como mediador da crise.

No domingo, a segunda rodada de negociações para tentar colocar um fim à crise política que se instalou em Honduras após a deposição de Zelaya, em 28 de junho, terminou sem consenso após os representantes do governo interino do país rejeitarem o retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao poder.

Retorno
O ministro das Relações Exteriores do governo interino de Honduras, Carlos Lopez, afirmou nesta quarta-feira que não há chance de Zelaya voltar à Presidência.

"Essa hipótese de um possível retorno de Zelaya à Presidência está fora de cogitação", disse Lopez em Tegucigalpa.

O presidente deposto, que se encontra na Nicarágua, disse que deve tentar voltar ao país já a partir desta quinta-feira, apesar de o líder do governo interino, Roberto Micheletti, ter dito que ele será preso se pisar em solo hondurenho.

Líderes do protesto que reuniu cerca de 200 pessoas na terça-feira disseram acreditar que Zelaya voltará ao país na sexta-feira.

Nesta quarta-feira, novos protestos movimentaram as ruas da capital, Tegucigalpa.

Simpatizantes de Zelaya planejam uma greve geral para quinta-feira e sexta-feira.

Venezuela
Ainda nesta quarta-feira, a Venezuela rejeitou a ordem do governo interino de Honduras, para a saída dos diplomatas venezuelanos do país.

Na terça-feira, o governo interino de Honduras ordenou a retirada dos diplomatas dentro de 72 horas.

A vice-ministra das relações Exteriores do governo interino hondurenho, Martha Lorena Alvarado, disse, na ocasião, que a medida foi tomada "porque o governo venezuelano fez ameaças às nossas Forças Armadas, se intrometeu em assuntos exclusivamente hondurenhos e desrespeitou nossa soberania".

O governo da Venezuela rejeitou a ordem por "não reconhecer o governo interino de Honduras.

Zelaya foi deposto e expulso de Honduras no último dia 28 de junho. Uma tentativa de retornar ao país no início de julho fracassou depois que as autoridades bloquearam a pista de pouso do aeroporto de Tegucigalpa.

A crise política eclodiu depois que Zelaya tentou fazer uma consulta pública para perguntar se os hondurenhos apoiavam suas medidas para mudar a Constituição.

A oposição era contra a proposta de Zelaya de acabar com o atual limite de apenas um mandato por presidente, o que poderia abrir caminho para uma reeleição do atual presidente deposto.

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