Costa Rica nega asilo a primo de presidente da Colômbia

BOGOTÁ (Reuters) - A Promotoria colombiana prendeu na terça-feira o ex-senador Mario Uribe, primo do presidente Álvaro Uribe, depois de a Costa Rica ter negado o asilo político pedido por ele. A Procuradoria Geral da Colômbia ordenou a prisão de Mario por supostas ligações com grupos paramilitares.

Reuters |

Ex-presidente do Senado e um dos homens mais próximos do presidente, Mario havia se refugiado na embaixada da Costa Rica na Colômbia, depois de sua prisão ter sido decretada.

'A embaixada considera improcedente o asilo do senhor Mario Uribe Escobar', disse a embaixada da Costa Rica, em um comunicado. Depois da recusa, funcionários da Promotoria adentraram a embaixada e prenderam o parlamentar, levando-o em um veículo de vidros escuros, fortemente escoltado pela polícia. Vários manifestantes gritavam 'assassino, assassino'.

Mario Uribe é ex-senador do Partido Colômbia Democrática e renunciou à candidatura de parlamentar depois que a Corte Suprema de Justiça o ligou, em setembro de 2007, à 'parapolítica' e o caso passou para a Procuradoria Geral.

'A Procuradoria Geral da Nação decretou a prisão preventiva, sem substituição ... do ex-senador Mario Uribe ...

Uribe é investigado por uma reunião que teve com os chefes paramilitares Salvatore Mancuso, antes das eleições de 10 de março de 2002, e com Jairo Castillo Peralta, codinome 'Pitirri', em novembro de 1998', disse um comunicado.

O presidente Álvaro Uribe admitiu pesar com a prisão do primo, mas disse que continuará cumprindo suas obrigações com responsabilidade.

'A prisão preventiva do senador Mario Uribe me dói. Assumo esta dor com patriotismo, sem prejudicar o cumprimento de minhas responsabilidades, com o interesse único de proteger as instituições, proteção que depende dos titulares de outras áreas do poder público', disse o presidente.

(Reportagem de John McPhaul em San José)

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