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Costa Rica considera improcedente pedido de asilo de primo de Álvaro Uribe

San José, 22 abr (EFE).- O Governo da Costa Rica considerou hoje improcedente a solicitação de asilo político apresentada pelo ex-senador colombiano, Mario Uribe Escobar, primo do presidente desse país, Álvaro Uribe, informou o Ministério das Relações Exteriores.

EFE |

"Tendo em vista os antecedentes do caso, vindos, em particular, da procuradoria da Colômbia; amparado nos princípios e normas do direito de asilo, e com base na informação disponível, (o Ministério das Relações Exteriores) considera improcedente a solicitação", diz o comunicado oficial.

"A histórica instituição do asilo não deve ser desvirtuada", argumentou o Governo costarriquenho em sua recusa de asilo a Uribe Escobar, ex-presidente do Congresso colombiano.

O ex-congressista pediu hoje asilo político na embaixada da Costa Rica em Bogotá, pouco depois que a procuradoria colombiana ordenou sua detenção, por supostos nexos com paramilitares.

Segundo a nota oficial do ministério, na decisão de negar o asilo a Uribe Escobar foi levada em conta uma carta remetida pela procuradoria da Colômbia.

A carta em questão explica sobre a ordem de captura e os motivos, que vão desde a promoção de grupos armados fora da lei (autodefesa ou paramilitares).

A ordem de detenção foi dada por Ramiro Marín, delegado da procuradoria perante a Corte Suprema de Justiça (CSJ), que processou, também por supostos vínculos com paramilitares, 63 congressistas colombianos, dos quais 32 estão detidos.

Do total dos investigados, 53 pertencem aos partidos ou movimentos que, como coalizão majoritária no Legislativo, apoiaram a reforma constitucional que facilitou a reeleição de Álvaro Uribe nas eleições de 2006.

A CSJ formalizou a causa contra Uribe Escobar no dia 26 de setembro do ano passado com a abertura de uma investigação preliminar que, uma semana mais tarde, passou para as mãos da Procuradoria Geral, pela renúncia do então senador do Congresso.

O Governo costarriquenho não informou quanto tempo o ex-congressista ainda poderá permanecer dentro de sua legação diplomática na capital colombiana. EFE nda/fb

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